Azulejos - Tiles


A arte azulejar entrou na Península Ibérica por influência árabe. Usados para ornamentar as paredes dos palácios do Reino Al-Andaluz, os azulejos conferiram uma sofisticação e um brilho às construções que maravilharam portugueses e espanhóis.
As pequenas placas cerâmicas, decoradas num dos lados, coloridas e vidradas insinuaram-se na arte portuguesa e acabaram por tornar-se parte importante da expressão artística do país.
A primeira vez que os azulejos foram utilizados para revestir totalmente várias paredes foi em 1503, no Palácio Nacional de Sintra. O resultado foi tão deslumbrante que a técnica passou a ser disputada e amplamente aplicada em palácios e edifícios religiosos. Desenvolveu-se a partir da original, foi simplificada e adquiriu um toque europeu. Em 1560, quando surgem as primeiras olarias em Lisboa a produzir azulejos, a técnica utilizada é já a da faiança, mais simples e mais rápida de executar.
Grandes painéis com temas históricos, religiosos ou cenas da vida quotidiana passaram a fazer parte das encomendas frequentes, resultando numa especialização dos pintores de azulejos. Surgiu o Ciclo dos Mestres, cuja originalidade e espontaneidade conferiram à arte azulejar portuguesa uma visibilidade internacional. António Pereira, Manuel dos Santos e António de Oliveira Bernardes foram responsáveis por algumas das obras mais sofisticadas.
Depois do terramoto de 1755 a necessidade de produzir em quantidade, durante a reconstrução de Lisboa, obrigou à utilização de técnicas industriais que, aliadas às técnicas artesanais, permitiram manter a qualidade aumentando o ritmo da produção.
Mas é no séc. XIX que a utilização do azulejo se universaliza, passando a estar nas fachadas dos edifícios, nos jardins públicos, nas estações dos caminhos de ferro, para chegar ao séc. XX triunfante, revestindo tanto cozinhas de casas particulares, como estações de metro da capital.
Uma arte que vem de longe e que pode ser compreendida no Museu do Azulejo, em Lisboa.

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